29.1.10

Princesa azeda!


Hoje a Letícia resolveu acordar e reclamar.

Acordou reclamando de um pesadelo: ela apontava o dedinho, resmungava e falava 'Thiago, Thiago'. E eu, para acalmá-la: 'Calma, menina, o Thiago está dormindo. Ele não fez nada. Foi só um sonho...'.

Quando ela reparou que eu me arrumava para trabalhar, ela começou: 'Tabalá não, ma-mãe. Embóla não, ma-mãe. Ai ai ai, ma-mãe.' Eu ri e fiquei com dó. A Célia já havia chegado. Fizemos uma festa para que ela não chorasse... Só vi os olhinhos vermelhos, o bico e o silêncio. Tadinha da minha princesa azeda!

28.1.10

Um anjo de babá

Janeiro está sendo bem complicado! Mas sempre dou um jeito! Mesmo que não seja eu, efetivamente, quem ponha a mão na massa. Bem, meu filhotes estão de férias. Eu não. Nem meu marido. Mas meu marido fica 15 dias embarcado e 15 dias em casa... Tive que arrumar alguém para ficar com as crianças durante o embarque dele. E consegui a pessoa mais lindinha desse mundo. É a Célia. Minha mãe a conheceu na escola em que trabalhava. Até então, só sabia da mão boa que ela tem para pão-de-mel, trufas, brigadeiros e nhoque. Ela já era perfeita assim! Numa bela tarde de dezembro, liguei para ela e fiz a proposta: ficar com meus filhotes durante o embarque do meu marido! Ela topou e trouxe a sobrinha (Joana, outro anjo). Ela ganhou meus filhos com muito amor e comidinhas ma-ra-vi-lho-sas!!! Eu não lembrava que flambar o frango no conhaque dava um gosto tão maravilhoso no estrogonofe. Deixa tudo arrumado, várias opções para a janta, resolveu lavar a roupa da Lê, mesmo eu falando que não precisava, ela pergunta se eu gosto de suflê, de panqueca e de pudim de leite... chego em casa e está tudo lá. Ela deixou todo mundo encantado. Veio na primeira semana de janeiro e quando meu marido desembarcou foi embora. Quantas saudades eu senti dela. Meu filho também. Minha filha também. Agora, meu marido foi embora e ela voltou para esses últimos dias de janeiro. Em fevereiro estarei de férias. Com vou sentir falta dela... Vou aproveitar cada momento da Célia. Ela tem uma história de vida emocionante. Lutou muito, foi muito explorada, sofreu muito e hoje tem sequelas desta vida dura. Eu fico emocionada com as histórias dela. E mesmo assim, com tanto motivos para ser uma pessoa revoltada, ela consegue ser ética, íntegra e honesta. Estarei sempre de pé, aplaudindo pessoas assim. Ela sabe que eu a admiro muito.

27.1.10

Vitória!!!

Estou com vontade de abraçar todo o mundo!!!
Hoje fui dirigindo para o trabalho e cheguei sem as pernas tremendo e sem o coração palpitando!
Deu tudo certo! Estou feliz da vida!

26.1.10

Minhas novas pesquisas no Google

'Carro' e 'arranhão'.
Ultimamente, são essas as palavras que mais jogo no Google.
Eu fico feliz em não jogar 'carro' e 'amassado'.
O problema é minha garagem.
Não tem vaga certa.
Todo dia meu marido deixa o carro em lugar diferente.
Eu estou aprendendo.
O que posso fazer???
Meu marido faz questão de saber de todo arranhão que acontecer.
Aprender sob pressão não é bom para mim.
Meu marido acha que não precisamos de mais um carro.
Tenho medo de ficar de alerta demais sempre e não relaxar ao dirigir por causa do meu marido.
Arranhar o carro não me preocupa, dirigir não me preocupa, mas tratar de direção com meu marido é cansativo para mim.
Eu não tenho o mesmo relacionamento que ele com o carro.
Por isso acho que cada um deveria ter o seu.
O que eu estou fazendo de errado?

13.1.10

Sim, eu tenho espelho sim, peraí...

Só para rir um pouquinho, tá?!

Mulher na pista!!!


Cuidado... Helena dirigindo... sim, sim, sim!!!

Pode parecer engraçado, mas eu já posso dar uma volta no meu quarteirão!!! Uma vez por dia!!! A psicóloga deixou!!!

Lembro quando, depois da minha terceira tentativa, passei na prova de direção. Caraca, que alívio. Eu não aguentava mais perder metade do dia, sob sol escaldante, no fim do mundo que é a UFRJ (me desculpem os que estudam lá, mas "ô" lugarzinho para prova para direção mais infeliz). Eu tentei mentalizar que era melhor o sol escaldante do que uma chuva torrencial naquele lugar cheio de banheiro químico (odeio banheiro químico), mato, nada de banco para sentar, nada de sombra para esperar sua vez de entrar no carro e simplesmente perder todos os sentidos. Sim, porque todo mundo que conheço lembra do desespero que atrapalha a coordenação motora (pernas tremem incontrolavelmente), dificulta a respiração, embaça a vista, deixa um zumbido no ouvido ensurdecedor...

Deixa isso para lá. Passou, passou. Passei, passei. E depois de passar, lá estava eu, toda animada para dirigir, dar essas voltinhas no meu quarteirão... e meu marido falou que iria me levar para um estacionamento vazio para me ensinar.... para tudo (para de parar...). Estacionamento??? Vazio??? Brigamos muitas vezes por causa desse assunto. Até que desisti. E até que encontrei a Clínica Escola Cecília Bellina. Luz no fim do túnel. Na verdade foi corda no fundo do poço. Mas como é de direção que estou falando, e não da depressão que isso pode ter me causado (é, eu nunca sei se estou muito afetada com as coisas, sempre acho que não sofro de verdade com nada...) é luz no fim do túnel mesmo!

Estou numa etapa do tratamento que se chama Tarefa. Primeiro, o meu quarteirão. Depois de acostumar com o carro, quem sabe, voltas no bairro. Depois, ir para o trabalho e depois, o mundo. Esse assunto eu estou resolvendo muito bem. Estou muito feliz.