
Cuidado... Helena dirigindo... sim, sim, sim!!!
Pode parecer engraçado, mas eu já posso dar uma volta no meu quarteirão!!! Uma vez por dia!!! A psicóloga deixou!!!
Lembro quando, depois da minha terceira tentativa, passei na prova de direção. Caraca, que alívio. Eu não aguentava mais perder metade do dia, sob sol escaldante, no fim do mundo que é a UFRJ (me desculpem os que estudam lá, mas "ô" lugarzinho para prova para direção mais infeliz). Eu tentei mentalizar que era melhor o sol escaldante do que uma chuva torrencial naquele lugar cheio de banheiro químico (odeio banheiro químico), mato, nada de banco para sentar, nada de sombra para esperar sua vez de entrar no carro e simplesmente perder todos os sentidos. Sim, porque todo mundo que conheço lembra do desespero que atrapalha a coordenação motora (pernas tremem incontrolavelmente), dificulta a respiração, embaça a vista, deixa um zumbido no ouvido ensurdecedor...
Deixa isso para lá. Passou, passou. Passei, passei. E depois de passar, lá estava eu, toda animada para dirigir, dar essas voltinhas no meu quarteirão... e meu marido falou que iria me levar para um estacionamento vazio para me ensinar.... para tudo (para de parar...). Estacionamento??? Vazio??? Brigamos muitas vezes por causa desse assunto. Até que desisti. E até que encontrei a
Clínica Escola Cecília Bellina. Luz no fim do túnel. Na verdade foi corda no fundo do poço. Mas como é de direção que estou falando, e não da depressão que isso pode ter me causado (é, eu nunca sei se estou muito afetada com as coisas, sempre acho que não sofro de verdade com nada...) é luz no fim do túnel mesmo!
Estou numa etapa do tratamento que se chama Tarefa. Primeiro, o meu quarteirão. Depois de acostumar com o carro, quem sabe, voltas no bairro. Depois, ir para o trabalho e depois, o mundo. Esse assunto eu estou resolvendo muito bem. Estou muito feliz.