Escuto muito isso da minha filha de 2 anos e 9 meses quando ela está sentadinha num balanço esperando minha ajuda. Ela quer viver aventuras emocionantes! E o curioso, é que ela, apesar da pouca idade, tem a capacidade de ser objetiva. E ainda mais intrigante nessa menininha, é que muitas vezes, ela nem precisa falar... suas expressões faciais são universais. Todo o mundo entende. Mas estou desconversando. E devo alertar: tenha cuidado comigo! Respondi um questionário muito interessante na internet (se o resultado me agrada, acredito sem pestanejar na pesquisa), que era, mais ou menos assim: uma pergunta e duas respostas. Você tinha que optar, o mais rápido possível, pela resposta mais certa/verdadeira/agradável. No final, o resultado disse alguma coisa sobre eu ser amavelmente manipuladora: eu convenço as pessoas e consigo o que quero sem prejudicar ninguém. Fala aí?! Sou sinistra, não sou? Até essa pesquisa eu só achava ser sonsa. Nada de glamuroso nisso. Mas amavelmente manipuladora é bem interessante. Pensando bem nesse resultado, estou me sentindo tão má, que acho que poderia ser a primeira Helena vilã do Manoel Carlos. Estou desconversando novamente. Sabe por que? Porque há o outro lado da balança da nossa vida... LEIA O POST ANTERIOR. Escrevi ali, tudo o que consegui de bom nesses últimos seis meses, mas passei meus perrengues também! Mas sou tão sonsa, quer dizer, tão manipuladora, que manipulo minha mente para pensar apenas nas coisas boas. E posso falar apenas das coisas chatas que no final renderam grandes aprendizados ou só das coisas chatas, tão somente chatas. Por exemplo: você acha que dirigir foi fácil para mim? Tenho carteira desde 2006. Depois conto essa história chata. Outro exemplo: você acha que as responsabilidades no trabalho, devidamente recompensadas, caíram no meu colo? Estou no mesmo cargo desde 2005. Depois conto essa história chata. Histórias chatas, que tiveram um final feliz. Mas e as coisas que acontecem e rendem, no máximo, experiência? Agora eu sei que não devo passar sobre poças d'água na Praça da Bandeira após um dilúvio. A água entra, não me pergunte como, no alternador e já era. Perdeu playboy. O carro, pode ser até que funcione por alguns dias, mas ele vai morrendo, lentamente, até que pluft! Você vira a chave e nada. Ainda mais se for um C3, eletrônico, cheio dos mais mais. Outra história chata que rendeu experiência? Imagine que você é a esposa de um marido que trabalha embarcado de 15 em 15 dias. E ele, nas folgas, é escalado para fazer cursos em outras cidades durante o desembarque. Você passa mais de um mês, sozinha com as crianças (eu não tenho empregada, para piorar minha situação). Foi nessa que a chuvarada caiu no Rio de Janeiro e o carro deu problema (eu sem marido). O carro foi para a oficina e não voltou na data marcada por duas vezes (eu sem marido e sem carro). Esqueci de dizer que no dia da chuva, para buscar meus filhos nas respectivas escolas, tive que passar por ruas com água podre pela cintura. Meu filho passava mal de nervoso. Minha filha, no meu colo, não entendia nada. Eu ainda abriguei a filha do meu chefe que, por coincidência, ficou presa numa rua próxima à creche da minha filha e à minha casa. Enfim, faça um balanço da sua vida, recupere as experíências das histórias chatas e "empurra com força" que a vida é para ser vivida com emoção!
Um comentário:
Querida Helena, vim agradecer a visita no meu blog e vim te conhecer um pouco mais. Teu blog e um amor, vou seguir seus pensamentos.
Espero que goste do meu tambem. bjs
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